Cooperativismo de crédito brasileiro registra expansão e projeta liderança global em 2026



O setor de cooperativismo de crédito no Brasil consolidou um ciclo de forte expansão na última década, multiplicando seus ativos em cinco vezes, segundo dados do Banco Central. O crescimento, impulsionado pela interiorização bancária e pelo apoio a pequenas empresas, projeta o país como protagonista na Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito (WCUC) 2026, que será realizada em Sydney, na Austrália, entre 19 e 22 de julho.

Crescimento e solidez do setor

De acordo com o levantamento Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), o segmento registrou alta de 21,1% no volume de ativos em 2024. As captações acompanharam o ritmo, com avanço de 21,7% no mesmo período.

O modelo tem se destacado como alternativa ao sistema financeiro tradicional, especialmente no atendimento a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e ao produtor rural. Em diversas regiões do país, as cooperativas são as únicas instituições financeiras presentes, desempenhando um papel estratégico na bancarização de áreas remotas.

Protagonismo internacional

O fortalecimento interno reflete na influência brasileira em fóruns globais. Em 2025, durante a conferência realizada na Suécia, o Brasil enviou a maior delegação do evento, com mais de 300 lideranças.

A conexão com o Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU) permite ao setor brasileiro a adoção de padrões internacionais de sustentabilidade e inovação. "O engajamento com o Conselho Mundial permite que o Brasil antecipe tendências e aprimore sua gestão de riscos", afirma Manfred Alfonso Dasenbrock, diretor do WOCCU e presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ.

Representatividade e liderança

Além do aspecto financeiro, o movimento foca na renovação de lideranças por meio de programas como a Rede Global de Jovens Profissionais (WYCUP) e a Rede Global de Lideranças Femininas (GWLN). Instituições como o Sicredi já aplicam essas diretrizes através de comitês específicos para mulheres e jovens.

Para a edição de 2026, as inscrições já estão abertas. O objetivo das lideranças brasileiras é alinhar as estratégias nacionais com as práticas globais de inclusão financeira e governança.


Assinatura: Por Thiago Henrique, com informações de Manfred Alfonso Dasenbrock (Sicredi/WOCCU) e Banco Central do Brasil.

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