O ano de 2017 superou a violência de 2016. Na comparação entre os dois períodos, houve aumento de 14,75% no índice de assassinatos na região de Guarapuava.
Segundo o Relatório Estatístico Criminal, divulgado recentemente pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), de janeiro a dezembro do ano passado ocorreram 70 homicídios dolosos na 7ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), cuja sede é em Guarapuava.
Em 2016, houve um número menor de crimes dessa natureza na 7ª Aisp: 61 casos. A área é formada por Boa Ventura de São Roque, Campina do Simão, Candói, Foz do Jordão, Guarapuava, Manoel Ribas, Mato Rico, Nova Tebas, Pinhão, Pitanga, Prudentópolis, Reserva do Iguaçu, Santa Maria do Oeste e Turvo.
Como já noticiado neste CORREIO, a cidade com maior quantitativo de homicídios em 2017 foi Guarapuava, com 37 ocorrências. Pelo porte, fluxo de pessoas e população, naturalmente a “terra do lobo bravo” acabou “liderando” esse tipo de crime. Na comparação com o mesmo período de 2016, houve alta de 2,77%.
PINHÃO
Mas o que espanta nos dados do relatório é Pinhão. O pequeno município de 30 mil habitantes teve 13 assassinatos no ano passado. É uma verdadeira escalada da violência, já que em 2016 não houve registros de nenhum desses crimes contra a vida: homicídio doloso, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal com resultado fatal.
Prudentópolis aparece em 3º lugar na “lista negra”, com nove assassinatos no ano passado. Ou seja, as estatísticas na “terra do feijão preto” triplicaram, pois foram apenas três casos em 2016.
Fechando a lista do ano passado, surgem Candói (3), Santa Maria do Oeste (3), Foz do Jordão (1), Reserva do Iguaçu (1) e Turvo (1).
Na outra ponta, cinco cidades não registraram caso algum de homicídio em 2017: Boa Ventura de São Roque, Campina do Simão, Manoel Ribas, Mato Rico e Nova Tebas.
OUTROS
Nos demais crimes tabulados pela Sesp - latrocínio e lesão corporal -, a 7ª Aisp teve apenas seis casos ao longo de 2017, repetindo o mesmo número de 2016.
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